Como é um projeto de multi-plataformas, acho que existe a possibilidade de trabalhar gêneros diversos. Contudo, possuímos um ponto de partida que é uma série de pelo menos uma temporada. Então eu pergunto qual deve o gênero dessa primeira temporada da série? Pessoalmente eu voto por um suspense, não porque o enredo trata de um sumiço, já que mesmo partindo desse ponto, a trama pode se tornar uma comédia ou um romance. Meu voto é meramente uma questão de gosto pessoal. Também voto por um enredo com possibilidades fantásticas, pois creio que mesmo tendo tal característica, ainda há a possibilidade de tratar a trama de forma mais realista. Porém, em uma trama realista, não creio que haja espaço para o fantástico.
o suuspense é claro o caminho lógico dadas as discussões em sala, a questão é se entra ou não no seriado a influência do fantástico, ao contrário do Samuel eu sou contrário, e não só por gosto, mas por achar que por estarmos trabalhando com muitas cabeças temos que começar a impor certos limites. o problema da inverossimilhança não diz respeito ao meio externo, mas ao próprio universo ficcional, para se usar de artifícios fantásticos precisariamos estabelecer regras para essa fantasia que fossem seguidas por todos os grupos, evitando uma inverossimilhança interna, o que levaria para o cômico. As regras do não fantástico todos nós conhecemos, as regras do fantástico seria mais um tópico para se discutir...
Eu concordo com o Luiz Guilherme. Acredito que o fantástico, por sermos muitos trabalhando em grupos separados, ainda que se comuniquem,existe uma enorme possibilidade de cairmos no ridículo. Textos fantásticos requerem mais tempo e a criação de regras para essa fantasia, como uma organização de novas regras sociais, novos códigos e muita pesquisa se usados recursos fantásticos já existentes como vampirismo ou mitologia. Se restringir à realidade é mais prático e não impede que o texto seja rico.
Também não acredito que cheguemos num consenso de um mundo fantástico comum `as quarenta pessoas. MAs também acho que devemos ter algo a mais que permeie nossa história. Não sei ainda como nomear isso, mas imaginei algo desse universo universitário que todos nós sentimos quando entramos para uma universidade pública. Existe uma série "Deuses" ( Foucault, Freud, Deleuze, Reiner e outros mais) e "Maldições" comuns a todos nós ,que só sabe quem passa por aqui. Do bandejão ao trote. Da chopada a festa de república. Da burocracia. Das intervenções artísticas. Dos roubos. Das monitorias. Pode ser algo relacionado `a visão holística que a universidade pública oferece ao estudante.Se daí conseguirmos criar um mistério correlacional. Não como a mitologia grega está para o Lost. Mas como uma referência comum e ao mesmo tempo diversificada para os personagens. SUSPENSE contruído por FLASHBACKS incluídos no UNIVERSO da UNIVERSIDADE PUBLICA.
Eu sou do partido do concreto. Gente, nada contra os místicos; mas é muuuuito mais complicado de fazer. Tem de ser um suspense de procura, instigante, que leve o espectador a pensar e fazer inferências à partir do apresentado. Pra mim o gênero, por mais que ele não se nomeie assim, é o "Pulga atrás da orelha". É isso que deve levar o cara à ficar vidradão na história. A idéia da dos flashbacks é boa...Mas tenho medo de ficar muito "Lost"... ( A gente tem que inovar).
Também prefiro que elementos fantásticos fiquem fora da trama. Como já disseram, seria algo muito complicado de se realizar com o número de pessoas e o espaço de tempo que teremos para desenvolver o roteiro. E, eu gostei da idéia dos flashbacks do Vitor. Não acho q vá ficar necessariamente muito parecido com Lost, o flashback é um recurso utilizado na maioria das séries, de um jeito ou d outro.
Voto por um suspense sem a idéia do fantástico presente... É muito complicado trabalhar num grupo de 40 pessoas, com algo na idéia do fantástico que agrade a todos, como ja falaram.
Suspense. Na aula falaram sobre "fantasia". Eu acho que é um roteiro que precisa de mto mistério e as vezes pode ser um pouco fantasioso, mas no estilo "Bruxa de Blair". Com toques de terror e mistério mas sem monstros e aliens.
Nada impede que o fantástico não tenha regras. Digo, Lost precisa de regras pq as coisas precisam se fechar dentro de um universo lógico. Peço que pensem em "Twin Peaks", do Lynch, onde existem coisas fantásticas que não necessariamente se explicam ou são coerentes. De qq modo, concordo com o pensamento geral de que 40 pessoas têm noções mto diferentes do que é fantástico e isso pode complicar.
Concordo com os argumentos do pessoal que está votando por suspense. Acho que é mesmo o caminho lógico a seguir, e provavelmente também mais fácil do que um filme fantástico.
Acho que seria legal mesclar suspense com comédia, não sei bem como, acho que seria interessante se fosse um suspense em que a cada episódio algumas suspeitas e as hipóteses fossem caindo e isso aconteceria com algum fato cômico.
Esse espaço servirá de prolongamento das discussões levantadas em sala de aula, pelos participantes da disciplina de Oficina de Roteiro I, ministrada pelos professores Afonso de Albuquerque e Marcel Vieira, na Universidade Federal Fluminense (UFF) - 2009.1.
12 comentários:
Como é um projeto de multi-plataformas, acho que existe a possibilidade de trabalhar gêneros diversos. Contudo, possuímos um ponto de partida que é uma série de pelo menos uma temporada. Então eu pergunto qual deve o gênero dessa primeira temporada da série? Pessoalmente eu voto por um suspense, não porque o enredo trata de um sumiço, já que mesmo partindo desse ponto, a trama pode se tornar uma comédia ou um romance. Meu voto é meramente uma questão de gosto pessoal. Também voto por um enredo com possibilidades fantásticas, pois creio que mesmo tendo tal característica, ainda há a possibilidade de tratar a trama de forma mais realista. Porém, em uma trama realista, não creio que haja espaço para o fantástico.
o suuspense é claro o caminho lógico dadas as discussões em sala, a questão é se entra ou não no seriado a influência do fantástico, ao contrário do Samuel eu sou contrário, e não só por gosto, mas por achar que por estarmos trabalhando com muitas cabeças temos que começar a impor certos limites. o problema da inverossimilhança não diz respeito ao meio externo, mas ao próprio universo ficcional, para se usar de artifícios fantásticos precisariamos estabelecer regras para essa fantasia que fossem seguidas por todos os grupos, evitando uma inverossimilhança interna, o que levaria para o cômico. As regras do não fantástico todos nós conhecemos, as regras do fantástico seria mais um tópico para se discutir...
Eu concordo com o Luiz Guilherme. Acredito que o fantástico, por sermos muitos trabalhando em grupos separados, ainda que se comuniquem,existe uma enorme possibilidade de cairmos no ridículo. Textos fantásticos requerem mais tempo e a criação de regras para essa fantasia, como uma organização de novas regras sociais, novos códigos e muita pesquisa se usados recursos fantásticos já existentes como vampirismo ou mitologia. Se restringir à realidade é mais prático e não impede que o texto seja rico.
Também não acredito que cheguemos num consenso de um mundo fantástico comum `as quarenta pessoas. MAs também acho que devemos ter algo a mais que permeie nossa história.
Não sei ainda como nomear isso, mas imaginei algo desse universo universitário que todos nós sentimos quando entramos para uma universidade pública. Existe uma série "Deuses" ( Foucault, Freud, Deleuze, Reiner e outros mais) e "Maldições" comuns a todos nós ,que só sabe quem passa por aqui.
Do bandejão ao trote. Da chopada a festa de república. Da burocracia. Das intervenções artísticas. Dos roubos. Das monitorias.
Pode ser algo relacionado `a visão holística que a universidade pública oferece ao estudante.Se daí conseguirmos criar um mistério correlacional. Não como a mitologia grega está para o Lost. Mas como uma referência comum e ao mesmo tempo diversificada para os personagens.
SUSPENSE contruído por FLASHBACKS incluídos no UNIVERSO da UNIVERSIDADE PUBLICA.
Eu sou do partido do concreto. Gente, nada contra os místicos; mas é muuuuito mais complicado de fazer. Tem de ser um suspense de procura, instigante, que leve o espectador a pensar e fazer inferências à partir do apresentado. Pra mim o gênero, por mais que ele não se nomeie assim, é o "Pulga atrás da orelha". É isso que deve levar o cara à ficar vidradão na história. A idéia da dos flashbacks é boa...Mas tenho medo de ficar muito "Lost"...
( A gente tem que inovar).
Também prefiro que elementos fantásticos fiquem fora da trama. Como já disseram, seria algo muito complicado de se realizar com o número de pessoas e o espaço de tempo que teremos para desenvolver o roteiro.
E, eu gostei da idéia dos flashbacks do Vitor. Não acho q vá ficar necessariamente muito parecido com Lost, o flashback é um recurso utilizado na maioria das séries, de um jeito ou d outro.
Voto por um suspense sem a idéia do fantástico presente... É muito complicado trabalhar num grupo de 40 pessoas, com algo na idéia do fantástico que agrade a todos, como ja falaram.
Suspense.
Na aula falaram sobre "fantasia". Eu acho que é um roteiro que precisa de mto mistério e as vezes pode ser um pouco fantasioso, mas no estilo "Bruxa de Blair".
Com toques de terror e mistério mas sem monstros e aliens.
Nada impede que o fantástico não tenha regras. Digo, Lost precisa de regras pq as coisas precisam se fechar dentro de um universo lógico. Peço que pensem em "Twin Peaks", do Lynch, onde existem coisas fantásticas que não necessariamente se explicam ou são coerentes.
De qq modo, concordo com o pensamento geral de que 40 pessoas têm noções mto diferentes do que é fantástico e isso pode complicar.
SEGUNDA SEMANA DE DISCUSSÕES (25/03 - 01/04)
Concordo com os argumentos do pessoal que está votando por suspense. Acho que é mesmo o caminho lógico a seguir, e provavelmente também mais fácil do que um filme fantástico.
Acho que seria legal mesclar suspense com comédia, não sei bem como, acho que seria interessante se fosse um suspense em que a cada episódio algumas suspeitas e as hipóteses fossem caindo e isso aconteceria com algum fato cômico.
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